Foto Rian Lacerda, Arquivo
Devido ao reajuste anual dos salários dos funcionários, previsto para fevereiro, e da retomada da cobrança de 10% de INSS das empresas de ônibus, a Associação dos Transportadores Urbanos (ATU) de Santa Maria encaminhou pedido de aumento da passagem de ônibus à prefeitura. Não foi apresentado um percentual, apenas feito o pedido de cálculo do novo valor. Segundo Edmilson Gabardo, diretor da ATU, além do aumento de gastos da inflação dos últimos 12 meses, vai crescer o custo com Previdência, já que a cada motorista, será preciso pagar R$ 400 a mais de INSS. Outro fator que agrava o caixa das empresas é a redução do número de passageiros, que caiu em 2025.
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A ATU também diz que a situação é complicada porque a prefeitura ainda não pagou R$ 12 milhões do subsídio de 2025, e que essa dívida cresce a cada mês. Quanto ao salário de janeiro, as empresas conseguiram pagar, mas Gabardo alega que haverá muita dificuldade de pagar o vale-alimentação agora no dia 15 de fevereiro.
A tarifa técnica aprovada em 2025 apontou passagem a R$ 7,65, mas a prefeitura determinou que a passagem paga em dinheiro ficasse em R$ 6,50. Já no cartão de bilhetagem, o valor descontado desde julho de 2025 ficou em R$ 5,90.
O que diz a prefeitura
O procurador-geral do município, Guilherme Cortez, disse que o pedido foi recebido e que alguma revisão de custos parece ser necessária para o transporte coletivo continuar funcionando. Porém, destacou que será necessário estudar a situação e que não foi tomada uma posição definitiva da prefeitura sobre o pedido de aumento da tarifa. Quanto ao valor do subsídio que a ATU diz ter direito, Cortez afirmou que o valor ainda terá de ser calculado e que não há previsão de novo pagamento do subsídio às empresas no momento. O último repasse, de R$ 4 milhões, foi no final de 2025 para as empresas poderem pagar o salário dos funcionários e evitar uma greve do transporte coletivo.
- Não se descarta necessidade de aumento da tarifa para manter sistema funcionando, mas tem de ser um valor dentro da capacidade do usuário de pagar, pois não adianta aumentar muito, e depois diminuir o número de passageiros - disse Cortez.
Quanto à licitação do transporte coletivo, Cortez afirmou que o edital segue em análise, mas não tem previsão de quando será relançado. Em 2025, ele chegou a ser publicado, mas teve de ser suspenso devido a vários questionamentos feitos pelas empresas de ônibus.
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